O que você precisa saber sobre a dengue
De origem espanhola, a palavra dengue significa "manha", "melindre", estado em que se encontra a pessoa doente. Também é conhecida popularmente como "febre quebra ossos", devido às dores nas pernas e articulações que a pessoa infectada sente junto com a febre.
A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Ela é endêmica em muitas regiões tropicais e subtropicais do mundo, incluindo partes da Ásia, América Central e do Sul, e algumas ilhas do Caribe. Com sintomas que variam de leves a graves, pode ser uma doença debilitante e, em casos extremos, pode até mesmo levar à morte. Portanto, é crucial estar ciente dos sinais e sintomas da dengue, bem como adotar medidas preventivas para evitar sua propagação.
Sintomas
Os sintomas da dengue geralmente começam a se manifestar cerca de 4 a 10 dias após a picada do mosquito infectado. Eles podem variar de leves a graves e incluem:
- Febre Alta: A febre é um dos sintomas mais comuns da dengue, geralmente acompanhada por uma súbita elevação da temperatura corporal, muitas vezes ultrapassando 39°C.
- Dor de Cabeça Intensa: Muitas pessoas com dengue experimentam dores de cabeça severas, que podem ser acompanhadas por dores nos olhos e sensibilidade à luz.
- Dor Muscular e Articular: Dores musculares e articulares, frequentemente descritas como "dores nas quebras", são comuns na dengue e podem ser bastante debilitantes.
- Fadiga Extrema: A fadiga é outro sintoma comum da dengue e pode persistir por várias semanas após a recuperação da doença aguda.
- Erupção Cutânea: Alguns pacientes com dengue podem desenvolver uma erupção cutânea que se assemelha a uma erupção de sarampo ou rubéola.
- Náusea e Vômito: Náuseas, vômitos e dor abdominal podem ocorrer em casos mais graves de dengue. Dores abdominais intensas com vômitos persistentes podem sugerir a ocorrência de dengue hemorrágica, um quadro grave que necessita de imediata atenção médica
- Sangramento: Em casos mais graves, a dengue pode causar sangramento do nariz, gengivas ou outros locais, bem como manchas vermelhas na pele.
Prevenção da Dengue
As medidas de prevenção são as mais importantes no caso da dengue, já que não há tratamento curativo e a vacinação ainda está em fase inicial.
Há várias medidas que podem ser tomadas para prevenir a propagação da doença, e a principal é a eliminação dos recipientes que podem se tornar criadouros:
- Eliminação de Locais de Reprodução do Mosquito: Reduza os locais onde o mosquito Aedes aegypti pode se reproduzir, eliminando água parada em recipientes ao redor de sua casa, como vasos de plantas, pneus velhos, recipientes de água e outros recipientes que possam acumular água.
- Uso de Repelentes: Use repelentes de insetos para proteger a pele exposta contra picadas de mosquito.
- Vestuário Protetor: Use roupas de manga comprida, calças compridas e meias para cobrir a maior parte da pele, especialmente durante o amanhecer e o entardecer, quando os mosquitos são mais ativos.
- Telas nas Janelas: Instale telas em janelas e portas para impedir a entrada de mosquitos em sua casa.
- Fumigação: Em áreas onde a infestação de mosquitos é alta, considera-se a fumigação como uma medida temporária para reduzir a população de mosquitos.
- Informação e Educação: Eduque-se e aos outros sobre os sintomas da dengue, para que possam ser identificados precocemente e tratados adequadamente.
Tratamento
Não existe um tratamento específico para a dengue. A terapêutica visa principalmente aliviar os sintomas e prevenir complicações. As medidas adotadas mais comuns são:
- Hidratação: Hidratação abundante via oral é indicada para todos os casos, com água, água de coco e/ou soluções de reidratação oral.
- Repouso: Descansar bastante e evitar esforços é importante para permitir que o corpo combata o vírus e se recupere adequadamente.
- Controle da Febre: O uso de medicamentos antipiréticos, como paracetamol ou dipirona, pode ser recomendado para reduzir a febre e aliviar o desconforto. No entanto, é importante evitar o uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) e anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, entre outros), pois eles podem aumentar o risco de complicações hemorrágicas.
- Monitoramento dos Sintomas: É essencial observar os sintomas de perto, especialmente se houver sinais de gravidade, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento nasal ou gengival, ou sinais de choque (como palidez, sudorese fria, pulso rápido e fraco). Se ocorrerem esses sintomas, é crucial procurar atendimento médico imediatamente, pois podem indicar uma forma grave da doença, como a dengue hemorrágica.
Vacinação
A vacina é indicada para pessoas entre 4 e 60 anos de idade, e contraindicada para gestantes, lactantes e pessoas com imunodeficiência por ser feita a partir de vírus vivo. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas.
Inicialmente, a vacinação contra a dengue pelo SUS irá contemplar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta maior risco de agravamento em regiões com maior incidência da doença. Isto porque o laboratório tem uma quantidade restrita de doses disponíveis.
Concluindo, a dengue continua sendo um problema de saúde pública importante no Brasil, e a prevenção é fundamental para controlar sua propagação. Adotar medidas simples, como eliminar locais de reprodução de mosquitos e usar repelentes, pode ajudar a reduzir o risco de contrair a doença. É muito importante buscar assistência médica na suspeita da doença devido ao risco de agravamento.